Quantos quadros por segundo tinha um desenho animado?
Se você cresceu assistindo desenhos como “He-Man”, “Caverna do Dragão” ou “Os Caça-Fantasmas”, provavelmente nunca parou para pensar em algo técnico como a quantidade de quadros por segundo (ou FPS – frames per second) que essas animações usavam. Mas por trás da magia da nostalgia, existe uma técnica bastante curiosa — e até econômica — por trás desses desenhos que marcaram gerações.
O que são quadros por segundo (FPS)?
Antes de tudo, vamos entender o básico: um vídeo ou desenho animado nada mais é do que uma sequência de imagens mostradas muito rapidamente, dando a ilusão de movimento. A taxa de quadros por segundo (FPS) é quantas dessas imagens aparecem na tela a cada segundo.
No cinema, o padrão sempre foi 24 FPS. Isso significa que, para cada segundo de filme, existem 24 imagens passando diante dos seus olhos. Quando falamos de animação, porém, a conta muda um pouco — e é aqui que entra a mágica (e a economia) da coisa.
Desenhos animados usam menos quadros do que você imagina
Hoje em dia, estamos acostumados com animações superfluídas, rodando a 24 ou até 60 quadros por segundo. No entanto, os clássicos da TV, especialmente durante as décadas de 70, 80 e 90, geralmente rodavam a 12 quadros por segundo — ou até menos, dependendo da cena.
Isso mesmo: enquanto o cinema tradicional costuma usar 24 quadros por segundo (24fps) para simular o movimento real, os estúdios de animação para TV optavam por técnicas mais econômicas. Afinal, desenhar quadro por quadro custa tempo, dinheiro e muitos profissionais talentosos.
Por que usavam tão poucos quadros?
- Orçamento limitado: Animações para TV tinham prazos apertados e recursos reduzidos.
- Técnica de “animar por ciclos”: Muitos movimentos se repetiam. Um soco, uma corrida, até uma risada… tudo era reutilizado em ciclos.
- Close-ups estáticos: Personagens falando com a boca se movendo e o corpo parado? Sim, isso era comum.
- Roteiro visual criativo: Como os animadores não podiam compensar com fluidez, usavam cortes, zooms e expressões exageradas.
Os mestres da economia animada
Estúdios como a Hanna-Barbera se tornaram mestres da “animação limitada”. Basta ver como personagens como o Scooby-Doo corriam: corpo parado, apenas as pernas se movendo num looping eterno, com fundo reciclado passando em velocidade. E funcionava! O público se divertia, e ninguém ligava para a quantidade de quadros.
Já estúdios como a Filmation (responsável por He-Man e She-Ra) abusavam dos efeitos de câmera, movimentos de pan (deslocamento de imagem) e da repetição de cenas inteiras para completar episódios de 20 minutos.
O charme da limitação
Essa “economia visual” acabou se tornando parte do charme. Não era sobre perfeição técnica — era sobre contar boas histórias com personagens carismáticos. E mesmo com poucos quadros por segundo, esses desenhos deixaram marcas profundas na nossa memória.
Hoje, com toda a tecnologia disponível, ainda tem algo mágico em assistir aquele herói se transformando em câmera lenta, com trilha épica e só três quadros diferentes.
Comparando com o presente
Atualmente, séries animadas produzidas para streamings e cinemas investem pesado em fluidez e detalhes. Mas até hoje, muitos animadores estudam as técnicas do passado para entender como criar impacto mesmo com limitações técnicas.
Aliás, a “animação limitada” voltou a ser tendência em algumas produções modernas justamente por remeter ao estilo retrô e trazer esse sentimento nostálgico.
Conclusão
Os desenhos animados clássicos que tanto amamos não precisaram de 24 quadros por segundo para conquistar o público. Com criatividade, ritmo e personagens marcantes, esses heróis e vilões se eternizaram mesmo em 12fps — ou até menos.
Então da próxima vez que assistir a um episódio antigo de “Caverna do Dragão”, repare nas repetições, nos ciclos e nas soluções criativas. Você vai perceber que por trás de cada cena havia muito mais do que economia: havia engenhosidade pura.
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